Obra fora de estoque, encomende através do WhatsApp (21) 981 441 244.
A relação entre desconstrução e os pensamentos chamados pós-coloniais ou decoloniais não é, de modo algum, ponto pacífico. Não bastasse a querela (por vezes infértil) entre os autores do pós-colonialismo e do decolonialismo, o papel de Derrida nessa discussão parece ainda um tanto problemática ou ainda não explorada.
Certo é que Jacques Derrida, ao longo de toda sua extensa obra, que se desenvolve desde o final da década de sessenta até o começo do século vinte e um, sempre se preocupou em empreender uma desconstrução da colonialidade. Nesse sentido, podemos, a partir desse brilhante estudo de Fábio Borges-Rosario, compreender o quanto o próprio nome “desconstrução” já abriga em seu coração a própria tarefa de um olhar crítico a todos os aspectos coloniais que nos chegam junto da filosofia ocidental.
Mais ainda, Borges-Rosario nos mostra o quanto é urgente a aliança entre desconstrução (pensamento gerado às margens do ocidente, que precisa olhar criticamente para esta ocidentalidade) e descolonização (formas de pensamento que surgem ao sul e que devem olhar e afirmar a positividade do suleamento). Franco-magrebino, nascido na África desenraizada (segundo o próprio Derrida), produto portanto do ocidente e dos monoteísmos, o filósofo encontrou como tarefa combater esse vínculo inseparável e perverso entre a filosofia ocidental e o processo colonial – e é tal tarefa que precisa se aliar, suleando-se, a um olhar cuidadoso às lutas antirracistas e que trazem à cena filosófica a pluralidade de saberes que, por sua potência, o ocidente preferiu negar.
Não obstante, Borges-Rosario apresenta esse complexo panorama pensando a partir de, para e com a educação. As práticas escolares, as teorias pedagógicas e as políticas educacionais são postas em cheque, ou seja, apresentadas a partir da própria desconstrução que elas carregam, a fim de que, delas, surjam vigorosas ações antirracistas, suleadas e abertas a tantas novas formas de saber.
Como diz Dirce Solis, na apresentação do livro, o gesto de Fábio é um ato de coragem, o que torna “A desconstrução do ensino de filosofia e a legislação antirracista” uma obra ainda mais fundamental para nosso tempo.
Rafael Haddock-Lobo
Editora: Ape'Ku Editora
ISBN: 978-65-80154-27-2
Ano de edição: 2020
Distribuidora: Ape'Ku Editora
Número de páginas: 276
Formato do livro: 16 x 23 cm
Número da edição: 1
| 1 x de R$80,00 sem juros | Total R$80,00 | |
| 2 x de R$46,66 | Total R$93,32 | |
| 3 x de R$31,27 | Total R$93,81 | |
| 4 x de R$23,78 | Total R$95,10 | |
| 5 x de R$19,17 | Total R$95,84 | |
| 6 x de R$16,05 | Total R$96,27 | |
| 7 x de R$13,81 | Total R$96,68 | |
| 8 x de R$12,12 | Total R$96,98 | |
| 9 x de R$10,81 | Total R$97,27 | |
| 10 x de R$9,78 | Total R$97,79 | |
| 11 x de R$8,94 | Total R$98,31 | |
| 12 x de R$8,23 | Total R$98,75 |
