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De todos os significantes escolhidos por Danielle Magalhães para compor o título do seu livro, sinto falta de um: encavalgamento, do francês enjambement, um intraduzível que percorre, de maneira mais ou menos explícita, todo o seu trabalho. Cavalgar, montar, dominar; “enjamber”, prender com as pernas, indicação de uma relação de tensão entre dois corpos, aqui metáfora para o corpus teórico de que Danielle Magalhães lança mão e o corpus poético, objeto de sua análise. Quebrar o verso, cortar ali mesmo onde a poesia se arrisca na ruptura do sentido, romper sem cair, separar sem dilacerar. É com isso e muito mais que “Ir ao que queima: no verso, o amor, no verso, o horror” opera. Escrito por uma poeta que é, ela mesma, parte da cena da poesia (feminina) contemporânea, Danielle Magalhães encontra nas obras de Bruna Mitrano, Tatiana Pequeno e Valeska Torres ecos da sua própria voz narrativa, presente em seus livros de poesia (Quando o céu cair, 2018; Vingar, 2021; ambos pela editora 7Letras). “Ir ao que queima” é ao mesmo tempo teórico e poético, rigoroso e gentil. Aqui, talvez seja possível mesmo recorrer a uma imagem pronta, apenas porque sintetiza autora e obra: duras na queda. A articulação entre amor e horror é possível a partir desta tensão que o encavalgamento sintetiza tão bem. Na proximidade máxima,  o risco maior. Danielle Magalhães corre todos os riscos e oferece a seus leitores e leitoras uma experiência única de reflexão com a poesia.


Carla Rodrigues


Editora: Ape'Ku Editora

ISBN: 978-65-86657-77-7

Ano de edição: 2021

Distribuidora: Ape'Ku Editora

Número de páginas: 472

Formato do livro: 16 x 23 cm

Número da edição: 1