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Surgido na cidade do Rio de Janeiro, em fins de 1980, o funk cruzou a Via Dutra e chegou ao estado de São Paulo na metade dos anos 1990. Na Baixada Santista, região marcada por desigualdades socioeconômicas, o ritmo ganhou destaque em bailes com letras de música que falavam sobre a realidade local, violência e pobreza - o chamado funk Proibidão -, e com letras em tom jocoso, que zombavam de mulheres que destoavam do padrão social de beleza.

Já, na capital paulista, foi somente no início dos anos 2000 que o funk tomou conta da programação das principais casas noturnas, em bairros da classe média alta e elite. Na periferia paulistana, por outro lado, onde o rap dos Racionais MCs era a trilha sonora, o Proibidão, da Baixada, ganhou rapidamente novos ouvintes. E foi exatamente na periferia, especificamente no bairro de Cidade Tiradentes, que o funk Ostentação foi criado, com canções sobre consumo e luxo, com videoclipes gravados em mansões, colocando em cena carros e motos importadas, joias de ouro e muitas mulheres. Os vídeos, produzidos por pequenas empresas e postados na internet, projetaram o trabalho de diversos MCs para todo o país.

Artistas como MC Primo, MC Boy dos Charmes, MCs Jorginho e Daniel, MC Guimê, MC Daleste, MC Bio G3 são alguns dos nomes marcantes para a história desta cultura que ao som das 130 batidas eletrônicas por minuto conformou corpos de homens e mulheres e reforçou lógicas binárias de gênero por meio da materialidade. Tatuagens, vestuários de marca, intervenções cirúrgicas e estéticas, foram elementos fundamentais para a constituição de novos sujeitos em um período histórico do Brasil marcado por contradições.

 

Editora: Ape'Ku Editora

ISBN: 978-65-86657-62-3

Ano de edição: 2021

Distribuidora: Ape'Ku Editora

Número de páginas: 246

Formato do livro: 16 x 23 cm

Número da edição: 1